sexta-feira, 3 de setembro de 2010

- “Que Devo Fazer para Ser Salvo?” PARTE II

Relatos de Conversões em Atos 8

“...levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém;
e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria...
Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:1–4).

Após um período de grande perseguição aos cristãos, logo depois do início da igreja, os que foram dispersos de Jerusalém saíram pregando a Palavra. Atos 8 relata duas histórias de conversões envolvendo o evangelista Filipe. Esses relatos de conversões nos ensinam o que fazer para receber a salvação que Deus nos oferece por meio do Seu Filho.

A CONVERSÃO DOS SAMARITANOS (8:5–13a)

Filipe foi para a cidade de Samaria e pregou sobre Cristo para aquele povo (v. 5). “Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” (v. 12).
Os samaritanos ouviram o evangelho pregado por Filipe, creram em Jesus e foram batizados. Esses samaritanos receberam o mesmo plano de salvação que os três mil receberam no dia de Pentecostes (Atos 2). O resultado foi o mesmo. Os samaritanos que reagiram demonstrando confiança, obediência e fé foram salvos e se tornaram cristãos.
Quando Cristo é pregado plenamente para pessoas perdidas, o batismo sempre está incluso nessa mensagem. Segundo a Palavra de Deus, o propósito do batismo sempre deve ser o mesmo claramente ensinado por Pedro em seu sermão no dia de Pentecostes: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

A CONVERSÃO DO ETÍOPE (8:26–40)

“Em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável”
(Atos 10:35).

Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura [em Isaías], anunciou-lhe a Jesus. Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado? Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe; não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (vv. 35–39).
No relato da conversão do etíope, em Atos 8:26–40, aprendemos quatro lições vitais.
1) Pregar “Jesus” inclui ensinar sobre o batismo. Observemos que Filipe “anunciou-lhe a Jesus” (v. 35). Enquanto anunciava “Jesus” a esse indivíduo perdido, Filipe ensinou o que ele deveria fazer para receber Jesus. Estava incluso no ato de “anunciar a Jesus” a necessidade do batismo. Quando chegaram a um lugar onde havia água, o etíope viu ali a oportunidade de obedecer ao Senhor e ter seus pecados perdoados.
2) O batismo não consiste em aspersão. Notamos que não houve uma aspersão ou derramamento de água, pois tanto Filipe como o etíope entraram na água. Não há nenhuma ordem nem exemplo de aspersão em todo o Novo Testamento. O batismo do Novo Testamento sempre foi um sepultamento, uma imersão (veja Romanos 6:3, 4).
3) Ser religioso não basta. O etíope era um homem religioso, mas não estava salvo. Ele viajara da Etiópia até Jerusalém para adorar segundo a lei de Moisés. Na viagem de volta para casa, ele estava lendo uma passagem do Antigo Testamento, quando deparou-se com uma profecia sobre Jesus registrada em Isaías 53. Entretanto, ele não conhecia Jesus nem sabia o que Jesus exigia dele. Então, pediu que Filipe o ajudasse a entender. O etíope entendeu que não bastava ele ser um homem religioso. Além de ser religioso, ele precisava obedecer (Mateus 7:21).
4) É necessário confessar que Jesus é o Filho de Deus. O etíope perguntou a Filipe de quem o profeta falava, e Filipe aproveitou essa oportunidade para falar não somente a respeito da pessoa de Jesus, mas também a respeito do que Jesus exigia dele para ser salvo. Quando o etíope viu água, ele perguntou a Filipe: “Que impede que seja eu batizado:” (v. 36). A única coisa que o separava do batismo para a remissão dos pecados era sua confissão de fé em Jesus. Assim que Filipe lhe esclareceu isto, ele respondeu: “Creio que Jesus é o Filho de Deus” (v. 37b).
Tendo feito essa confissão de fé em Jesus, o etíope estava pronto para o batismo. Tanto Filipe como o etíope entraram nas águas, e Filipe imergiu o etíope para a remissão (“perdão”) de seus pecados. As Escrituras poderiam ser mais simples ao descrever o que um indivíduo precisava fazer para tornar-se um cristão? O que o etíope fez para ter seus pecados perdoados e para tornar-se membro da igreja do Senhor? Ele ouviu o evangelho (vv. 30–39), creu em Jesus (v. 37), confessou sua fé em Jesus (v. 37) e foi batizado (v. 38).
Na conversão dos três mil batizados registrada em Atos 2, Pedro e os apóstolos instruíram os presentes a se arrependerem. Embora o arrependimento não tenha sido mencionado especificamente na conversão do etíope, isto não sugere que ele tenha se recusado a se arrepender. O arrependimento foi tão necessário a ele como foi aos três mil. Quando estudamos Atos, observamos que Lucas nem sempre registrou todos os requisitos da salvação em cada conversão, embora eles estivessem claramente implícitos.
Em cada caso de conversão, porém, o batismo é mencionado especificamente como um requisito para os que queriam ser salvos. Podemos ter certeza de que os requisitos exigidos para a salvação de um também foram exigidos para a salvação dos outros, pois Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34).

A CONVERSÃO DE CORNÉLIO

A conversão de Cornélio e sua família é o primeiro registro de gentios aceitos no cristianismo. Guiado pelo Senhor, Pedro foi de Jope a Cesaréia, à casa de Cornélio, um centurião que acreditava em Deus. Pedro pregou para Cornélio e para os que estavam com ele. Lemos:
E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.
Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra (Atos 10:42-44).
Aquela ocasião foi tão importante que o Senhor enviou o Espírito Santo sobre eles, conforme fizera antes com os apóstolos. Encontramos o resumo de Pedro sobre o que aconteceu ali em Atos 11:15: “Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio”. Aquele foi mesmo um acontecimento surpreendente, mas o fato mais digno de nota ocorrido naquele dia foi que pessoas foram salvas. Como isto aconteceu?


SALVO NÃO PELA DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE ELES


O Espírito Santo desceu sobre os que ouviram a Palavra pregada por Pedro, mas não foi isto que os salvou. A descida do Espírito foi um sinal para os judeus de que os gentios já não deveriam ser tratados como indignos de ouvir o evangelho e a ele obedecer. Foi um sinal tanto para os judeus como para os gentios de que a partir dali os gentios seriam aceitos na igreja (Atos 11:18; 15:8).


SALVO NÃO POR APROVAÇÃO MORAL


Se ser moralmente bom salvasse um indivíduo, Cornélio certamente já estaria salvo; pois ele era moralmente um excelente homem, “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (Atos 10:2). Cornélio era um homem religioso e de boa moral, mas ele só foi salvo quando Pedro ensinou-lhe os mandamentos do Senhor e ele obedeceu a esses mandamentos.


INSTRUÍDO A RECEBER O BATISMO


Quando Pedro concluiu sua pregação, “ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10:48). Quando Cornélio e os outros que estavam com ele atenderam à ordem de Pedro, eles foram salvos. O anjo do Senhor disse o seguinte quando o instruiu a mandar chamar Pedro: “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa” (Atos 11:14). O mesmo Pedro mais tarde escreveria: “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3:21).

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